Operação prende nove pessoas no Nordeste

A RFB (Receita Federal do Brasil) e a Polícia Federal deflagraram na terça-feira (23/3) uma operação para desarticular uma quadrilha acusada de fraudar declarações de IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física) para obtenção de restituições indevidas. A quadrilha atuava em Teresina, no Piauí, e em parte do Maranhão, mas os golpes eram aplicados em servidores públicos espalhados em todo o país. A ação foi coordenada pelo Escritório de Pesquisa e Investigação da 3ª Região Fiscal em parceria com a PF.

A Polícia Federal já realizou 40 oitivas, e nove pessoas foram presas. Segundo o delegado da Receita Federal do Brasil em Teresina, Auditor-Fiscal João Batista Barros, a investigação caminha agora no sentido e verificar quem são os mentores do esquema. “A partir dos depoimentos das nove pessoas que foram presas, a polícia já detectou indícios de que há outros integrantes dentro da hierarquia da quadrilha que talvez sejam os mentores do esquema”, informou o delegado.

As vítimas eram pessoas com salários superiores a R$ 200 mil ao ano, como servidores do Senado e juízes. O primeiro indício de fraude foi constatado em uma agência bancária no Maranhão. Cada restituição fraudulenta chegava a R$ 5 mil. Os valores restituídos indevidamente eram sacados por integrantes da quadrilha que usavam procurações ou documentos falsos.

As investigações duraram cerca de um ano e resultaram na identificação de crimes de falsificação de documento público, falsidade ideológica, formação de quadrilha, sonegação fiscal e crime contra a ordem tributária.

A operação contou com a participação de oito Auditores-Fiscais e 60 policiais. O nome da operação – Hiena – faz alusão ao único animal que enfrenta o Leão. Ela faz parte da operação Fontana di Trevi, que descobriu fraude de R$ 13 milhões contra a Receita Federal do Brasil, praticada por 20 prefeituras localizadas no Piauí, Maranhão e Ceará. 

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