Auditores-Fiscais da RFB evitam golpe de R$ 10 milhões

Auditores-Fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil) apreenderam nessa quarta-feira (15/7) , no Rio de Janeiro, mercadorias eletrônicas e de luxo, no valor de aproximadamente US$ 5 milhões (quase R$ 10 milhões). Os produtos entraram no país como se fossem artigos isentos de tributos. O material estava em contêineres dos Correios, no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão).

Foram apreendidos bolsas, relógios, notebooks, filmadoras, acessórios e peças para computador, câmeras digitais, perfumes e equipamentos hospitalares, entre outros itens, que estavam em 82 caixas distribuídas em oito contêineres. O material chegou ao Brasil por voos para São Paulo e foi transportado lacrado para o Rio, de onde seria remetido para 14 estados. Parte dos produtos também seria distribuída no comércio do Rio de Janeiro (pequenas lojas e shoppings) e também em Niterói.

Segundo o superintendente-adjunto da RFB na cidade, Auditor-Fiscal José Carlos Sabino, os remetentes declaravam nas notas que os artigos eram livros ou outros produtos isentos de impostos, para ter os custos reduzidos. Ele disse que a operação começou no início deste ano, quando o órgão desconfiou do aumento na quantidade de mercadorias importadas e resolveu fazer a operação.“O cidadão pode importar um produto autêntico, desde que respeite o valor limite de US$ 250 e obedeça toda a legislação de importação. Mas não deve tentar burlar as leis ou fazer falsas declarações do conteúdo”, reforçou.

Conforme levantamento da RFB, a fraude era cometida por quadrilhas que estavam sendo investigadas desde o início do ano. “Os voos com destino ao Rio são bastante fiscalizados. Esperamos ter agora desmontado esse esquema com voos para São Paulo”, disse, acrescentando que a Receita Federal está levantando quem são os remetentes e os destinatários das mercadorias e vai entregar os resultados à PF e ao Ministério Público. Os “importadores” serão chamados a prestar esclarecimentos.

Todas as mercadorias foram encaminhadas ao depósito do aeroporto, sob responsabilidade da Infraero. Os produtos autênticos devem ir a leilão e os produtos piratas serão destruídos. 

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