Sindifisco oficializa Comissão de Mulheres durante o seminário “Lugar de mulher é onde ela quiser” 

No Dia Internacional da Mulher, comemorado na sexta-feira (8), o Sindifisco Nacional apresentou sua Comissão de Mulheres, formada por 24 Auditoras-Fiscais, que tem entre suas atribuições a tarefa de discutir a promoção de ações permanentes, dentro e fora da Receita Federal, na busca da efetivação de direitos e protagonismo feminino no órgão. 

A constituição dessa Comissão é um feito inédito e histórico que começou a ser idealizado há um ano, por ocasião das atividades realizadas na Semana da Mulher em 2023. Exatamente um ano depois, a composição da Comissão foi apresentada durante o seminário “Lugar de mulher é onde ela quiser”, realizado pelo sindicato na sexta (8), em Brasília.

Durante a primeira etapa do evento, as participantes debateram o papel da mulher na entidade, na administração pública e na política. Num segundo momento, ocorreu uma sequência de homenagens a várias mulheres que contribuíram com a luta da categoria e foram decisivas para o fortalecimento do sindicato. Logo em seguida, a Comissão de Mulheres foi apresentada com sua formação inicial de 24 integrantes que estará permanentemente aberta para inclusão de novos nomes, de acordo com o interesse das filiadas.  

Por enquanto, fazem parte do colegiado as Auditoras-Fiscais Assunta Di Dea Bergamasco, Bárbara Araújo de Castro Oliveira, Catia da Silva Beserra, Dejanira Freitas Braga, Fátima Maria Gondim Bezerra Farias, Liliane Parente Vieira, Maria Cândida Capozzoli, Maria de Lourdes Carvalho (Lourdinha), Maria Lúcia Fattorelli, Marielle de Oliveira Dornelas, Nélia Cruvinel, Nory Celeste, Patrícia Fiore, Sther Lúcia Coser Nemer, Clair Maria Hickm, Cláudia Fleig Mayer, Guilhermina Ferreira de Oliva, Josete Vignole da Silva, Jussara Mendes da Silva Santos, Lígia Mantovani, Mônica Maria de Andrade Torres Portugal, Nely Maria Pereira de Jesus, Tânia Catarina Feijó Napolitano e Tânia Regina Coutinho Lourenço. 

“É uma inciativa fundamental, pois estamos cheias de ideias. Conversamos com as mulheres do Sindireceita, onde já existe uma Comissão de Mulheres, e, a partir desse exemplo, queremos discutir o estabelecimento de cotas para ocupação de cargos, cobrar do secretário da Receita a criação de um programa que garanta mais participação feminina nas decisões da Casa e também pesquisar sobre as causas que fazem da atividade sindical um ambiente ainda hostil, capaz de desmotivar as mulheres na atuação de assuntos que são de interesse delas também”, disse Nory Celeste, diretora de Defesa Profissional do Sindifisco Nacional.  

Homenagens 

No início das homenagens, as participantes assistiram a dois vídeos que contaram momentos marcantes da história de duas mulheres fundamentais para a história do sindicato e da Receita Federal: Maria Izabel Augusta Figueiredo de Almeida (presidente do Sindifisco na gestão 1989-1991 e presidente do Unafisco Nacional na gestão 1991-1993) e Guilhermina Ferreira de Oliva (presidente do Sindifisp-SP na gestão 1991-1993 e presidente da Fenafisp na gestão 1993-1995).  

Pioneiras na luta em defesa das Auditoras e dos Auditores-Fiscais, elas foram as primeiras presidentes das representatividades sindicais que, anos depois, originaram o Sindifisco Nacional. (veja os vídeos abaixo) 

Também foram homenageadas com a entrega de placas de reconhecimento pelo trabalho sindical 11 Auditoras-Fiscais que participaram presencialmente do evento: Nélia Cruvinel, Nory Celeste, Dejanira Freitas, Rita de Cássia Alves Dias, Catia da Silva Beserra, Fátima Maria Gondim Bezerra Faria, Assunta Di Dea Bergamasco, Maria de Lourdes Carvalho (Lourdinha), Maria Cândida Capozzoli, Natália Nobre e Patrícia Fiore. 

Outras nove Auditoras que não puderam comparecer ao evento assistiram ao seminário de forma remota e receberam a homenagem via correspondência. Outra homenageada foi a Auditora Zaelite Dantas Teixeira, que recebeu flores da organização do evento. 

Agradecimentos 

Durante os agradecimentos, as Auditoras-Fiscais relataram, de forma emocionada, momentos históricos que protagonizaram na vida sindical e convidaram outras mulheres a assumirem cargos de liderança no serviço público e no sindicato, de forma a manter a luta em defesa do cargo e dos direitos das mulheres. 

Nos discursos das diretoras do Sindifisco Nacional que também foram homenageadas, elas relataram episódios sobre a construção do movimento sindical no processo histórico do país e reconheceram que as atuais conquistas contaram, de forma decisiva, com a contribuição das mulheres que as antecederam.  

“Quem gosta de lutar encontra no sindicato um espaço de luta. Por isso, quero convidar a todas que participem das atividades sindicais, porque precisamos de mais mulheres nessa luta pela igualdade que não tem fim”, conclamou Nory Celeste durante a homenagem. 

Dejanira Freitas lembrou do trabalho realizado conjuntamente com outras Auditoras na defesa da Previdência Social e ressaltou que defender a valorização do cargo é defender o serviço público. “Convido quem ainda não participou de nenhuma entidade sindical no âmbito local ou nacional para participar, porque, desta forma, você vai se sentir forte, já que é uma luta digna que não é só por nós, é muito maior. Afinal, se você defender o serviço público, você está defendendo a sociedade brasileira”. 

Engajada no movimento de defesa da categoria antes mesmo da previsão da organização sindical na Constituição Cidadã de 1988, a diretora Maria de Lourdes Carvalho (Lourdinha) lembrou o trabalho árduo em prol da paridade e da integralidade, assim como a inclusão de direitos previdenciários dos trabalhadores na Constituição. “Foi muita luta e não vamos parar de lutar”, disse emocionada. 

A 2ª vice-presidente, Auditora-Fiscal Natália Nobre, estendeu a homenagem que recebeu a todas as mulheres que atuam e já atuaram na DS/Ceará, onde ela é presidente, e na Direção Nacional, incluindo funcionárias e diretoras. Ela compartilhou um momento marcante que resultou no seu maior engajamento em prol da categoria:  

“Estávamos dentro do Congresso lutando pela aprovação da PEC 443/2009 [fixa parâmetros para a remuneração dos Advogados Públicos], e o texto foi aprovado sem a nossa emenda que buscava a inclusão da categoria na matéria. Aquele momento marcou a minha vida, e eu percebi que o sindicato precisava de mais pessoas atuantes, e dedicadas a lutar para elevar novamente o patamar de respeito e de valorização do nosso cargo”, disse. 

A diretora Patrícia Fiore, adjunta de Assuntos Parlamentares, falou da recente história de atuação sindical que, segundo ela, começou na luta pela aprovação da PEC 443/2009, em 2015, momento em que sentiu que precisava estar agregada à luta pela categoria.  

“Comecei a participar, de lá para cá, como voluntária no trabalho parlamentar, mesmo sem participar dos quadros do sindicato. Depois, fui diretora do Trabalho Parlamentar na DS/São Paulo. Gosto muito do que faço e fui convidada a participar da atual Direção [Nacional]. Então, agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês. Foi muito gratificante ouvir histórias de quem eu já conhecia pessoalmente, mas não conhecia as histórias”, disse Fiore. 

Clique aqui e veja a galeria de fotos do evento.

Veja abaixo a íntegra da parte da tarde do Seminário “Lugar de mulher é onde ela quiser”:

Assista abaixo à entrevista com Maria Izabel Augusta Figueiredo Mota de Almeida:

Assista abaixo à entrevista com Guilhermina Ferreira de Oliva:

Conteúdos Relacionados