Sindifisco Nacional indica, em estudo, necessidade de reajuste no valor da assistência à saúde

Um estudo feito pelo Sindifisco Nacional mostra que o valor da assistência à saúde dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil e de seus dependentes está defasado entre 32% e 50%, a depender da faixa de idade envolvida. Desde janeiro de 2016, não ocorreram novos reajustes.

Além disso, mesmo corrigido, o valor nominal é insuficiente para cobrir os custos com planos de saúde. Se considerar um gasto avulso, a quantia não cobre nem procedimentos simples na rede privada.

Conforme a pesquisa, há um tratamento diferenciado entre o Poder Executivo e os Poderes Judiciário e Legislativo nesse sentido. É possível observar que nos demais entes os agentes públicos recebem valores muito mais elevados.

O valor médio de assistência à saúde pago atualmente ao Auditor-Fiscal, de acordo com a Lei Orçamentária Anual de 2022, é de R$ 128,00, sendo que para as autoridades tributárias e aduaneiras da União o valor máximo custeado per capita chega a R$ 124,33. Já os servidores do Senado Federal, por exemplo, recebem um auxílio-saúde de R$ 759,00, o que corresponde a uma diferença de quase 500%.

Dessa forma, é possível observar que o atual valor de ressarcimento para assistência à saúde pago no âmbito do Poder Executivo Federal é insuficiente para suprir as despesas dos Auditores-Fiscais, o que mostra a real necessidade de um reajuste imediato para que se minimizem os gastos com saúde.

O assessor técnico do Sindifisco Nacional, Alexandre Coelho, reforça a importância desse reembolso ao Auditor-Fiscal. “Ele atenua os altos gastos com saúde, sobretudo aos aposentados, onde se verifica uma elevação da despesa com gasto médico, comprometendo parcela considerável do orçamento. Os reajustes nos planos de saúde, em especial após os 65 anos, frequentemente superam o índice de inflação geral”, complementou.

Acesse aqui o estudo completo.