Sindifisco Mobiliza: greve será forte e coesa, afirmam Auditores-Fiscais

A greve dos Auditores-Fiscais da Receita Federal pela implementação plena do bônus de eficiência, iniciada na segunda-feira (20), foi tema do Sindifisco Mobiliza realizado na tarde desta terça-feira (21). O debate reuniu Direção Nacional, Comando Nacional de Mobilização, os representantes dos comandos de mobilização das dez Regiões Fiscais e da Mesa Diretora do Conselho de Delegados Sindicais (CDS), além de cerca de 400 Auditoras e Auditores-Fiscais. A transmissão foi realizada ao vivo pela TV Sindifisco, com acesso à sala de debates por meio da plataforma Zoom.   

O presidente do Sindifisco Nacional, Auditor-Fiscal Isac Falcão, abriu o debate ressaltando que a greve da categoria precisa ser forte para que o governo federal cumpra o acordo salarial firmado em 2016 e garanta a implementação efetiva do Plano de Aplicação do Fundaf. Isac lembrou que, em reunião realizada no dia 4 de setembro com representantes do Sindifisco Nacional, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se comprometeu a apresentar, dentro de um prazo de três meses, uma proposta para o valor do bônus. No entanto, disse o presidente do Sindifisco, as ações do governo até momento não estão em consonância com o discurso. 

“O recurso para o bônus proposto na Lei Orçamentária Anual está muito aquém do necessário para fazer valer o acordo de 2016 e o que consta na Portaria do Fundaf. Depois de mais de sete anos de espera e luta, não nos restou outra opção que não entrar em greve por tempo indeterminado”, disse Isac. “A greve tem que ser de todos em cada um dos setores da Receita Federal.” 

O Auditor-Fiscal Anderson Novaes, presidente da Mesa Diretora do CDS, lembrou que, embora a greve tenha sido aprovada no mês de setembro, havia entre a categoria e expectativa de que o pleito fosse atendido anteriormente, o que não aconteceu. “Por isso, conclamamos todos os colegas a fazer parte desse movimento. Esse debate de hoje é importante porque vamos ouvir como os colegas estão se sentindo em cada região, além de ouvir sugestões que possam nos ajudar nesse movimento.”   

Coordenador do Comando Nacional de Mobilização (CNM), o Auditor-Fiscal Sérgio Aurélio, informou que conversou com o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, durante o ato realizado na manhã desta terça-feira (21), em Brasília (veja matéria aqui). “Numa demonstração de sensibilidade e respeito à categoria, ele desceu para falar conosco e garantiu novamente que, na primeira semana de dezembro, o ministro Haddad apresentará uma proposta. Apesar disso, é fundamental que mantenhamos a greve a cada dia mais intensa, pois não teremos outra oportunidade como essa. Ou resolvemos agora, de maneira definitiva, ou vamos ficar esperando novamente que tenhamos um grau de mobilização e unidade como nunca tivemos e que com certeza será muito difícil de alcançar.” 

Ele destacou ainda que a administração do órgão está ciente que os indicadores deixaram de ser cumpridos em razão da mobilização da categoria, iniciada em agosto de 2021, e que provavelmente não serão cumpridos se o bônus não for implementado conforme prevê o Plano de Aplicação do Fundaf. “Precisamos e queremos ver a Receita funcionando a todo vapor, mas respeitando o Auditor-Fiscal. E para isso precisamos de uma greve intensa para resolver essa questão.” 

A 2ª vice-presidente do Sindifisco Nacional, Auditora-Fiscal Natália Nobre, fez um apelo à adesão maciça da categoria à greve e relatou a reunião ocorrida pela manhã com o senador Omar Aziz (PSD-AM), que apresentou três emendas para garantia dos recursos do bônus. Pela Direção Nacional também participaram do webinar os Auditores-Fiscais Alexandre Teixeira (diretor suplente), Floriano de Sá Neto (diretor de Assuntos Parlamentares) e Helder Costa da Rocha (diretor de Comunicação).   

A necessidade de reforçar o engajamento entre os colegas, a partir do contato pessoal e também das reuniões setoriais, assim como o cumprimento das orientações que constam no Caderno de Mobilização, foram apontadas como ações fundamentais para que a greve tenha força desde o início. Também foi reforçada a necessidade de envio dos registros de atos públicos para os canais já disponibilizados pelo Sindifisco Nacional.   

Os representantes de comandos regionais informaram que estão sendo organizados atos públicos em diversas localidades, com o objetivo de chamar a atenção da imprensa e da sociedade para a relevância da pauta da categoria. Até o momento, estão programados os seguintes atos: no dia 23, às 9h30, haverá ato público em frente à Superintendência da 8ª Região Fiscal, em São Paulo. No dia 29, às 9h30, será realizado um ato em Belo Horizonte (6ª Região Fiscal). Em Belém (2ª Região Fiscal), o ato está marcado para o dia 1º de dezembro, às 9h. Na 4ª Região Fiscal, o ato será no dia 5, às 14h. 

Conteúdos Relacionados