Sindifisco contesta correção de 4,5% na grande imprensa

A defasagem da tabela do IRPF (Imposto de Renda Pessoa Física) e os estudos e ações do Sindifisco pela correção ganharam amplo destaque no noticiário de sexta-feira (2/5), após o anúncio da presidente Dilma Rousseff de correção da tabela.

O índice anunciado pelo Governo de 4,5% é ínfimo, perante a defasagem de 61,42%, de acordo com estudos do Sindicato, destacado em matérias dos jornais O Globo e O Estado de São Paulo.

“Entre 1996 – quando houve o congelamento da tabela – e 2013, o IPCA foi de 206,64%, contra reajuste de 89,96% nas faixas de cobrança do tributo. A tabela progressiva do IR acumula nos últimos 17 anos uma defasagem bem maior do que isso. As faixas de cobrança do imposto fecharam 2013 com discrepância de 61,42%em relação à inflação oficial, segundo o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco)”, é um dos trechos publicados no Estadão, fazendo referência ao Sindicato.

A matéria do O Globo repercute ainda declarações do presidente do Sindifisco, Cláudio Damasceno. “A presidente disse claramente que esses 4,5% vão significar um importante ganho salarial indireto e mais dinheiro no bolso do trabalhador. Como é que o trabalhador ganha alguma coisa pagando por aquilo que não deveria pagar?”, disse Damasceno ao O Globo.

Os jornais também destacaram o PL (Projeto de lei) 6.094/13 que corrige a tabela e é parte da campanha Imposto Justo do Sindifisco.

O presidente do Sindifisco concedeu entrevista sobre o assunto à rádio CBN. Damasceno defendeu a correção a maior para fazer justiça tributária. “O anúncio de correção de 4,5% sequer corrige a defasagem deste Governo”, disse Damasceno à CBN.

 

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