Retomada operação que prendeu suspeitos de atentado contra Auditor

Equipe da RFB (Receita Federal do Brasil) e da PF (Polícia Federal) cumpriram cinco mandados de prisão e 30 de busca e apreensão contra uma organização acusada de envolvimento em um esquema de descaminho e homicídios. Batizada de Canal Vermelho II, a ação foi um desdobramento de uma operação realizada em 2010, que resultou na prisão do irariano Farhad Marvizi, principal suspeito de ser o mentor do atentado cometido contra o Auditor-Fiscal José de Jesus Ferreira, em Fortaleza (CE), em dezembro de 2008. Na época, José de Jesus era chefe da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da RFB na 3ª RF (Região Fiscal).

A operação Canal Vermelho II contou com a participação de cerca de 50 Auditores-Fiscais da RFB e outros 140 servidores do órgão, além de 150 policiais federais e 25 servidores da Sefaz (Secretaria da Fazenda) do Ceará.

Segundo o superintendente-adjunto da RFB na 3ª RF (Região Fiscal), Auditor-Fiscal Marcellus Ribeiro Alves, as ações aconteceram simultaneamente nos estados de São Paulo, Paraná, Distrito Federal, Ceará e Minas Gerais. Até o fechamento dessa edição do Boletim Informativo, haviam sido realizadas cinco prisões preventivas.

No dia anterior à Operação Canal Vermelho II, segunda-feira (19/9), a PF prendeu dois suspeitos que teriam confessado participação no atentado contra o Auditor-Fiscal da Receita Federal José de Jesus Ferreira.

Atentado – No dia do crime contra o Auditor, dois homens efetuaram cinco disparos contra José, que se dirigia para casa. Os criminosos estavam em uma moto e fugiram. O Auditor foi socorrido no Hospital Instituto Dr. José Frota e, apesar da gravidade do caso, sobreviveu. Uma semana antes do crime ele havia participado de uma operação da PF de combate ao comércio ilegal de equipamentos eletrônicos no Maranhão.

Conforme divulgado no site do Sindifisco Nacional no dia 21 de dezembro de 2010, tão logo teve conhecimento do atentado contra José de Jesus, a DEN (Diretoria Executiva Nacional) acionou seus departamentos de Defesa Profissional e de Assuntos Jurídicos para oferecer infraestrutura de segurança e saúde ao Auditor e à sua família e para acompanhar juridicamente o caso, bem como para cobrar da RFB mais segurança a todos os Auditores-Fiscais.

Segundo informações publicadas pela imprensa em dezembro de 2010, dois anos após o atentado, o Ministério Público Federal havia incluído mais duas pessoas no processo que apura o envolvimento do iraniano Farhad Marvizi nos crimes e na liderança de um bando que contava até com a participação de policiais militares.

A dupla foi acusada de participar diretamente da morte do casal Carlos José Medeiros Magalhães e Maria Elizabeth Almeida Bezerra, também em Fortaleza, no dia 2 de agosto de 2010. O casal estava colaborando com a PF nas investigações sobre o atentado sofrido pelo Auditor-Fiscal José de Jesus Ferreira. A morte do casal teria sido “queima de arquivo”.

Em outubro do ano passado, representantes da Diretoria de Assuntos Jurídicos da DEN se reuniram com os procuradores Márcio Andrade Torres e Francisco Machado Teixeira, do Ministério Público Federal no Ceará, para discutir o andamento do processo relativo ao atentado contra José de Jesus Ferreira.

A preocupação da Diretoria era com a possibilidade de relaxamento da prisão de Farhad Marvizi, que está preso desde agosto de 2010.

Para a DEN, o resultado das investigações do “Caso Jesus” representa um importante golpe contra criminosos que investem contra a vida de quem trabalha de forma séria na defesa da sociedade.

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