Reajuste salarial: Dia Nacional de Mobilização dos servidores públicos federais é marcado para 3 de abril

Em reunião realizada nesta terça-feira (19) entre as entidades que integram o Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais (Fonasefe), dentre elas o Sindifisco Nacional, ficou decidida a realização, no dia 3 de abril, do Dia Nacional de Mobilização, com manifestos e paralisação. Pelo Sindifisco, acompanharam a reunião os diretores Floriano de Sá Neto (Assuntos Parlamentares) e Dão Real (Relações Internacionais e Intersindicais).  

Além da mobilização, foi deliberado o envio de um ofício para o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), solicitando nova reunião para a primeira quinzena de abril. 

Os servidores públicos federais defendem fortemente as negociações com o governo federal em torno da contraproposta entregue em janeiro ao secretário de Relações de Trabalho do MGI, José Lopez Feijóo, referente à recomposição remuneratória, com reajuste para aqueles que firmaram acordo por quatro anos (2016 e 2019): uma correção de 22,71% dividida em três parcelas iguais de 7,06% em 2024, 2025 e 2026, que é o caso dos Auditores-Fiscais. 

A equiparação dos benefícios (alimentação, creche e saúde) com os demais poderes e a retirada da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/20, com compromisso de negociação prévia de todos os itens referentes à Reforma Administrativa, também constam no documento entregue. 

Na última reunião com a Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP), em 28 de fevereiro, o secretário manteve a proposta que prevê a recomposição de 9% entre 2025 e 2026 e reajuste zero este ano. Feijóo ainda informou que qualquer outra proposta depende do aumento na arrecadação.  

Na oportunidade, o diretor Floriano pediu apoio às entidades para que trabalhem em prol do fim da incidência de contribuições previdenciárias para aposentados e pensionistas, conforme consta na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2024, conhecida também como PEC Social, que está em tramitação na Câmara dos Deputados.  

Repúdio 

Outro ponto destacado foi o repúdio à declaração do ministro da Casa Civil, Rui Costa, em entrevista a uma rádio baiana. Rui Costa afirmou que o servidor público tem “tendência à inércia” e precisa de uma “fungada no cangote” para trabalhar de forma eficiente. Por conta disso, o Fonasefe subscreverá um manifesto contra a postura do ministro em relação aos servidores. 

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