Presidente define como lamentáveis as atitudes do Governo

Depois de se reunir com o inspetor da Alfândega do Aeroporto de Manaus, Auditor-Fiscal Renato Alves Regal de Castro, na quarta-feira (1º/8) pela manhã, o presidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue, atendeu a imprensa local. Aos jornalistas da Folha de São Paulo, Rádio CBN, Diário do Amazonas e demais veículos, o sindicalista avisou que o movimento dos Auditores não tem data para acabar.

“É uma pena que nosso movimento tenha gerado consequências indesejáveis aqui em Manaus, como as férias coletivas concedidas por algumas indústrias, mas ela foi a única alternativa que nos restou diante da intransigência do Governo em negociar conosco”, disse Delarue.

O presidente do Sindifisco considerou lamentável que um Governo de base trabalhista não saiba negociar com seus próprios trabalhadores. O sindicalista ainda afirmou à imprensa que algumas medidas na esfera judicial estão sendo tomadas pelo Sindicato contra as recentes normas divulgadas pelo Executivo (Decreto 7.777/12 e Portaria MF 260).

Delarue fez um apelo ao senador Carlos Eduardo de Souza Braga (PMDB/AM) que defendeu, em pronunciamentos na tribuna do Senado, a celebração de convênios entre Fiscos Federal e Estaduais. “O nobre parlamentar deveria chamar o Governo à razão para que ele negocie com o funcionalismo. Um Auditor da Receita Federal valorizado, certamente, propiciará um país fortalecido”.

O compartilhamento de funções entre os Fiscos também não agradou o Fisco Estadual. O presidente do Fisco Amazonas, Roberto Mesquita, e seu vice, Luiz Oswaldo, estiveram ao lado do presidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue, em apoio aos Auditores da Receita Federal e contra o compartilhamento de funções.

Em entrevista ao jornalismo do Sindifisco Nacional, o presidente licenciado do Fisco Estadual, Joaquim Corado, que é candidato a prefeito de Amatura, a 911 km de Manaus, na região de Solimões, disse que o trabalho na zona primária demanda experiência e tempo e que, mesmo para Fiscais Estaduais, essa não seria uma tarefa fácil.

“Não estou fazendo apologia à desobediência, mas é estranho que o Governo que, em outrora, tenha sido um legitimador de movimentos paredistas, agora queira desarticular o dos Auditores”.

Conteúdos Relacionados