Auditores exigem solução para problema de refrigeração

Em meio a uma sensação térmica de quase 40º C, os diretores-adjuntos de defesa profissional do Sindifisco Nacional, Dagoberto Lemos e Maria Cândida Capozzoli, reuniram-se nessa quinta-feira (25/2) com Auditores-Fiscais lotados na DRF (Delegacia da Receita Federal) de Palmas (TO), na tentativa de encontrar uma solução para o problema de refrigeração do prédio, que está sem funcionar há quatro meses.

Logo que o Sindicato ficou ciente da real situação dos Auditores tocantinenses, no início de fevereiro, entrou em contato com o superintendente da 1ª RF (Região Fiscal), Auditor-Fiscal José Oleskovicz, que disse ter conhecimento do problema. Na oportunidade, ele garantiu que a administração estava envidando esforços para que o conserto do ar-condicionado fosse providenciado o mais brevemente possível.

Passados mais de quinze dias sem solução alguma, o Sindifisco resolveu visitar a DRF para verificar in loco a situação vivida pelos Auditores lotados no prédio. “É desumana a condição aqui. São servidores que trabalham com o intelecto. Dessa forma, fica difícil trabalhar”, salientou Dagoberto. “Nós estamos no Sindicato à disposição para o que for necessário. Não podemos é deixar os colegas nessa situação”, posicionou-se o diretor ao delegado da DRF, Auditor-Fiscal Rodrigo de Almeida Accioly, que também participou da reunião.

Segundo Accioly, a informação passada pela administração é de que a peça do equipamento de refrigeração central do prédio já está sendo consertada e deverá ficar pronta no próximo dia 5 de março. “É possível que, no máximo, em vinte dias o sistema de refrigeração do prédio já esteja normalizado”, destacou.

Histórico – Esta é a segunda vez que o equipamento apresenta defeito. Em maio de 2009, o local ficou três meses sem ar-condicionado. Na época, foi feito um reparo que não durou mais de quatro meses. Em novembro, o equipamento parou definitivamente de funcionar.

Para se ter uma ideia das condições precárias de trabalho no local, basta atentar para as informações coletadas e divulgadas pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Segundo o instituto, a temperatura média na cidade nos primeiros dias do mês girou em torno de 34, 8° C, registrando nos dias mais quentes até 37°C. Em ambientes fechados, a temperatura parece bem mais intensa, o que torna impossível  permanecer por muito tempo em locais sem refrigeração.

Nota-se por parte dos Auditores uma imensa decepção com a RFB (Receita Federal do Brasil) devido ao descaso com a situação. “Colegas desmaiam por conta do calor. Nós saímos daqui estressados, cansados e com dor de cabeça”, reclamou o Auditor-Fiscal Alberto Carlos de Jesus. A Auditora Maria Fernanda Sabino também disse estar decepcionada devido às condições de trabalho oferecidas pelo órgão.

Os Auditores aproveitaram a presença do superintendente-adjunto da 1ª RF, Auditor-Fiscal Willians Richards de Castro, para pedir uma solução definitiva para o problema de refrigeração do prédio.  Para eles, todo o sistema de refrigeração precisa ser trocado, pois o equipamento atual, por ser muito antigo, é alvo de constantes defeitos. 

Outra medida sugerida foi a aquisição pela RFB de splits (um tipo de ar-condicionado mais silencioso e funcional), que seriam instalados nas salas e seriam usados no caso de falta do refrigerador central. De acordo com Accioly, a administração alega a falta de recursos financeiros para a troca do equipamento e a aquisição dos splits.

Pesquisadores da UnB (Universidade de Brasília) estão preparando um estudo técnico para saber qual seria o melhor sistema de refrigeração ambiente para o prédio. Segundo Accioly, com o resultado do estudo em mão, ele terá argumentos para exigir uma solução definitiva para o problema.

Conforto – Uma das coisas que mais chamaram a atenção dos diretores do Sindifisco foi o fato de, ao contrário dos Auditores, os procuradores da Fazenda instalados no prédio, bem como seus auxiliares, trabalharem em salas individuais e com ar-condicionado à disposição (foto acima). O sentimento é de que falta vontade política por parte dos gestores para atender às reivindicações dos Auditores.

Audiência – Ao final da reunião, os diretores Dagoberto Lemos e Cândida Capozzoli informaram que o Sindicato vai solicitar uma audiência com o superintendente da 1ª RF para cobrar uma solução definitiva para o problema.

Conteúdos Relacionados