Isac Falcão: precisamos mostrar ao governo a força da nossa categoria

Nesta segunda (20), Auditoras e Auditores-Fiscais de todo o país iniciam uma greve por tempo indeterminado, de acordo o calendário de mobilização aprovado na Assembleia Nacional de 19 de setembro. A categoria entra em greve por pleitos bem específicos: alterações no texto do Decreto 11.545/2023 e cumprimento integral do Plano de Aplicação do Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) para o ano de 2024, aprovado pela Portaria MF 727/2023.

Na última terça (14), foi realizado Ato Público em Brasília, na frente do Ministério da Fazenda, com a participação de 200 Auditoras e Auditores-Fiscais. Numa iniciativa inédita na história da mobilização da categoria, o secretário especial da Receita, Robinson Barreirinhas, e o secretário-executivo do ministério, Dário Durigan, deixaram seus gabinetes para dialogar com representantes dos Auditores durante a manifestação.

À tarde, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reuniu-se novamente com o Sindifisco Nacional e reafirmou seu compromisso com a categoria. O ministro disse que trabalha com o prazo de três meses, sinalizado na reunião ocorrida no início de setembro. No entanto, não apresentou proposta para ser levada à apreciação da Assembleia Nacional. (veja matéria aqui).

Assim, ficam todos os comandos regionais e locais, em conjunto com as delegacias sindicais, conclamados a fortalecer o movimento em suas regiões, cidades e unidades de trabalho, reforçando o trabalho do Comando Nacional de Mobilização (CNM) e da Direção Nacional, com vistas a iniciarmos a greve de forma vigorosa.

Ficam também conclamados todos os colegas a se engajarem nesta greve para demonstrar ao governo nossa disposição de continuarmos a luta até que seja reconhecida e valorizada a nossa fundamental importância para a própria existência do Estado, provendo os recursos necessários para o desenvolvimento do País e a realização de todas as políticas públicas.

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