Gestão responsável do Unafisco Saúde garante o equilíbrio econômico-financeiro do plano

A aprovação das contas do Unafisco Saúde, na quarta-feira (8), em reunião ordinária do Conselho de Delegados Sindicais (CDS), a partir de recomendação do Conselho Fiscal Nacional (CFN) e da Comissão Permanente de Orçamento (CPO), referenda a condução da atual Diretoria de Plano de Saúde para gerir com responsabilidade os recursos da operadora.

De forma transparente, a diretoria apresentou aos delegados sindicais a comparação entre o resultado do Unafisco Saúde com o do restante do mercado de plano de saúde, evidenciando que, de maneira geral, o setor teve uma redução significativa dos resultados financeiros nos últimos anos. Qualquer outra análise, sem o entendimento do cenário da saúde suplementar, pode levar a interpretações equivocadas.

É fundamental considerar também que o Unafisco Saúde é um plano de autogestão sem mantenedor, enquanto muitas autogestões têm uma entidade que, mediante aportes regulares, cobre eventuais resultados deficitários.

A diretoria explicou durante a reunião do CDS que os resultados financeiros dos últimos dois anos foram impactados em 73% e 57%, respectivamente, por provisões técnicas constituídas. Ou seja, por um tipo de despesa contábil que não representa desembolso financeiro, mas impacta o resultado da operadora.

Como exemplo da situação, dos R$ 11,8 milhões de déficit em 2022, R$ 8,6 milhões foram de provisões, restando R$ 3,2 milhões de déficit. Já em 2023, dos R$ 15,4 milhões de déficit, R$ 8,8 milhões foram de provisões, restando R$ 6,6 milhões de déficit. Para além desses resultados, as reservas financeiras permanecem robustas: R$ 210,4 milhões, em 2021; R$ 211 milhões, em 2022; e R$ 209,9 milhões, em 2023.

Para entender com mais propriedade ainda os resultados dos últimos dois anos, é fundamental avaliá-los considerando os seguintes aspectos: o perfil dos beneficiários do plano, que envelhece a cada ano por falta de oxigenação da carteira; o represamento de procedimentos durante a pandemia, com o consequente aumento exponencial nos anos seguintes; a atualização recorrente do rol de procedimentos da ANS, enquanto o reajuste dos planos é sempre anual; e, mais recentemente, a elevação da procura por serviços de saúde.

É preciso observar que os índices de reajustes apurados pelo Unafisco Saúde nos últimos anos foram consideravelmente inferiores aos praticados pelo mercado, sobretudo por causa do cenário de arrocho salarial e da redução do poder de compra da categoria, resultantes de quatro anos sem aumento de salário.

No ano de 2023, por exemplo, o reajuste aprovado em Assembleia Nacional para o plano Soft foi de 8,80% e para os demais planos (Premium II, Unique, Soft Participativo e Platinum) foi de 2,97%. Para o mercado em geral, o índice médio ponderado no mesmo ano foi de 14,38%.

Diante de todos esses fatores adversos, muitos deles que extrapolam o âmbito de governabilidade da operadora, a diretoria do Unafisco Saúde mantém seu compromisso de garantir o equilíbrio econômico-financeiro das suas contas, em respeito a todos os seus beneficiários.

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