Folha divulga estudo do Sindifisco sobre a maior defasagem da tabela do IR desde o Plano Real

O jornal Folha de S. Paulo publicou, nesta terça-feira (19), reportagem sobre o estudo técnico do Sindifisco Nacional acerca da defasagem na correção da tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), em relação à inflação oficial calculada com base no IPCA em 2021. A diferença atingiu o pico de 24% no atual governo numa série histórica desde 1996. Na prática, o contribuinte está pagando mais Imposto de Renda a cada ano.

A reportagem faz uma retrospectiva das defasagens da correção por mandato presidencial desde o governo de Fernando Henrique Cardoso. Destaca ainda que, em três anos e três meses do governo Bolsonaro, nenhum outro presidente havia acumulado tal defasagem em um único mandato desde a implantação do Plano Real e da mudança do cálculo da tabela, a partir de 1996. Sem reajuste desde 2016, a tabela do IRPF possui hoje uma defasagem média acumulada de 134,52%.

A falta de correção da tabela pelo índice de inflação penaliza todos os brasileiros, mas principalmente os trabalhadores mais pobres, que pagam mais imposto do que no ano anterior.

“Promover a correção da tabela do IR foi um compromisso assumido por Bolsonaro durante a campanha eleitoral em 2018, não concretizado até o momento. Nas últimas semanas, tanto o presidente quanto o ministro da Economia, Paulo Guedes, retomaram o tema, ventilando a possibilidade de fazer a correção ainda em 2022”, afirma o jornal.

Na conclusão do estudo, o “Sindifisco Nacional defende a correção da tabela do IRPF e das respectivas parcelas a deduzir, bem como das demais deduções por dependente, pelo índice integral da inflação oficial. Essa correção busca um estado de maior justiça fiscal, evitando o aumento da regressividade de nossa tributação, fator indutor das desigualdades sociais”.

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