Em Manaus, presidente do Sindifisco diz que greve continuará pelo tempo que for necessário

A declaração foi dada durante as Assembleias Local e Nacional, em Manaus (AM), na quarta-feira (1º/8). O presidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue, estava acompanhado pela diretora-adjunta de Comunicação, Letícia Cappellano, e, pelo presidente da DS (Delegacia Sindical) Amazonas, Eduardo Toledo.

“As operações padrão e crédito zero só terminarão quando o Governo negociar as demandas dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil”, disse o sindicalista. Ele também tranquilizou os Auditores de Manaus que estariam se sentindo “sozinhos” no movimento e pressionados, já que a maioria é proveniente do último concurso, e, portanto, está enfrentando seu primeiro movimento.

“A pressão que estão fazendo em cima de vocês também está sendo sentida por outras unidades. Essa é uma manobra antiga para desarticular o movimento de uma categoria historicamente articulada na defesa de seus interesses. Em Manaus, dizem que só Manaus está no movimento. Em Paranaguá, é só Paranaguá e assim por diante”.

Para desmentir os rumores espalhados pela administração, Delarue mostrou dados que provam que em julho o tempo de despacho em Santos dobrou, e que em todo o país o crédito tributário lançado caiu pela metade em comparação com o mesmo período do ano passado.

“O primeiro a sentir os efeitos do nosso movimento será o comércio exterior. Depois, as metas de fiscalização vão cair. Por último, será a própria arrecadação que será impactada. Quando o governo perceber isso nos levará a sério”, completou o dirigente sindical.

Na capital amazonense, Auditores em estágio probatório estariam sendo pressionados. “Sabemos como resistir às pressões e estamos acostumados a elas. Mas existem limites. Ameaçar Auditores em estágio probatório é inadmissível. Os abusos desse tipo serão atacados e quem os estiver praticando sofrerá as consequências. Pressões desarrazoadas e cobranças desmedidas serão incisivamente coibidas pelo Sindicato”, avisou Delarue.

Reunião – Depois da Assembleia, o sindicalista se reuniu com o inspetor-chefe da Alfândega no Porto de Manaus, Auditor-Fiscal Osmar de Carvalho. Delarue entregou ao administrador documentos em que, exceto um, todos os demais Auditores do Porto abriram mão de seus cargos de chefia e os demais declararam que não vão assumir os mesmos.

A medida é uma reação ao Decreto 7.777/12 e à Portaria MF (Ministério da Fazenda) 260/12, que responsabiliza os ocupantes de chefia, caso o desembaraço não seja realizado no novo tempo estipulado pela RFB (Receita Federal do Brasil) durante a operação-padrão da categoria. Um ataque claro ao movimento reivindicatório, que já está sendo combatido pelos Auditores nas esferas judiciais e política. 

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