Direção Nacional requer formação de comissão paritária para discutir métricas

Em ofício encaminhado ao Auditor-Fiscal José Barroso Tostes Neto, secretário especial da Receita Federal, a Direção Nacional requereu a formação de uma comissão paritária, composta por indicados da administração e do Sindifisco Nacional, para a discussão de mecanismos adequados para a definição de metas.

Em diversas atividades realizadas pelos Auditores-Fiscais, há questionamentos dos filiados quanto aos critérios adotados para definição das métricas, que se mostram muitas vezes desconectadas do dia a dia dos Auditores-Fiscais que atuam nos respectivos processos de trabalho.

De acordo com o ofício, “O Sindifisco Nacional, como entidade de classe representativa dos Auditores- Fiscais, entende que a definição de metas que priorizam basicamente a quantidade compromete a qualidade do trabalho, inibe a iniciativa e a criatividade, virtudes essenciais para o cumprimento da missão institucional do órgão”. Na sequência, a documento reitera que “o trabalho essencialmente intelectual do Auditor-Fiscal não pode ser apurado exclusivamente por critérios matemáticos que privilegiam a quantidade, elaborados por pessoas lotadas nos órgãos centrais, que por vezes jamais atuaram na ponta.”

O ofício ressalta ainda: “O modelo extremamente gerencialista adotado pela administração da Receita tem sacrificado não apenas a qualidade do trabalho, mas a saúde dos Auditores-Fiscais.”

A classe decidiu em Assembleia Nacional, realizada na primeira semana de agosto, pela redução de 50% das metas, como forma de pressionar a administração da Receita Federal a atender a pauta reivindicatória, em especial a regulamentação do bônus, momento mais que oportuno para a formação dessa comissão paritária, que permitirá ao Sindifisco Nacional a participação na formulação das métricas a serem definidas para os processos de trabalhos dos Auditores-Fiscais.

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