DEN e CNM apresentam considerações contra proposta do Governo

Nesta quarta-feira (22/8), os Auditores-Fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil) estarão  reunidos em Assembleia Nacional para debater a proposta de reajuste de 15,8% parcelado em três anos (2013 a 2015) apresentada pelo Governo no dia 17 de agosto. Para subsidiar as discussões, a DEN (Diretoria Executiva Nacional) divulga suas considerações sobre o tema.

Apenas um indicativo será colocado em discussão: a aprovação ou rejeição da proposta do Governo. Caso os Auditores optem por aprovar o reajuste, ficarão canceladas a paralisação prevista para os dias 28 e 29 de agosto e a Assembleia Nacional marcada para o dia 4 de setembro. Também ficarão canceladas a operação-padrão e a operação crédito zero iniciadas no dia 18 de junho.

Caso o indicativo seja rejeitado, ficarão convalidadas todas as decisões relativas à Campanha Salarial de 2012 tomadas em Assembleias Nacionais anteriores.

A DEN e o CNM (Comando Nacional de Mobilização) encaminham contra aprovação da proposta por entenderem que o percentual oferecido não corrige sequer as perdas inflacionárias acumuladas desde o último reajuste. Sem falar que o índice apresentado não representa uma contrapartida condizente aos serviços de excelência prestados por uma Classe que tem sido responsável pelos resultados positivos alardeados pelo Governo no campo econômico, em especial diante de um cenário de crise.

“Apesar de toda insatisfação e desestímulo demonstrado pela categoria nestes, praticamente, dois meses de mobilização, em que não só a sociedade, como o próprio Governo vem sofrendo as consequências desagradáveis e danosas de um movimento reivindicatório legítimo, visando à abertura de uma real negociação, a insensibilidade e o não reconhecimento de nossa importância para o Estado continuam prevalecendo e se fazem evidentes através da proposta apresentada”, destacam as considerações acerca do indicativo.

Por isso, a DEN recomenda que os Auditores-Fiscais permaneçam coesos na luta pelo reconhecimento da importância da Classe, “até a abertura de uma efetiva negociação, ou até que o Governo nos apresente uma proposta que traga justiça aos resultados apresentados na realização de nossa missão de arrecadar os recursos que financiam as políticas públicas, a previdência social e o exercício do controle do comércio exterior”.

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