O Governo precisa reconhecer que depende da Receita

O conjunto de Auditores-Fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil) está vivendo um novo momento ao centrar esforços em ações para a Campanha Salarial após a rejeição da proposta de reajuste do Governo.

Da Classe, espera-se a mesma coesão e organização demonstradas desde o dia 18 de junho, quando deu início à mobilização reivindicatória por valorização do cargo. E do Executivo? O que se pode esperar?

O que esperar de um Governo que diz que vem ‘negociando’ desde 2011, mas que só no apagar das luzes resolve apresentar uma proposta, não condizente com o que merecem os Auditores-Fiscais?

O que esperar de um Governo que não cumpre as obrigações constitucionais e reajusta o salário dos servidores públicos quando bem entende, abaixo da inflação, e que ainda lhes exige o cumprimento de metas sem uma contrapartida na valorização dos mesmos?

Resposta – Passados três meses de movimento reivindicatório, o Governo sentiu na pele uma considerável redução no lançamento de créditos tributários em todo o país. Dados da própria Receita mostram que só em lançamento de autos de infração a queda foi de mais da metade, passando de R$ 10,5 para R$ 5,06 bilhões. Os valores correspondem a julho/agosto deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado.

Se diante desse quadro de desvalorização da Classe o Executivo ainda exige esforços concentrados na arrecadação e execução de outras atividades de importância para o país, a resposta da categoria para essa exigência será um enorme ‘não’. Os Auditores-Fiscais manterão as ações de operação-padrão e crédito zero até que haja um esforço de reconhecimento das suas demandas.

Assim como todos querem exercer seu papel como servidores de Estado, prestando serviço de excelência e atendendo à sociedade, a Receita Federal do Brasil também quer primar por um tratamento de respeito, à altura de sua contribuição para o país.

Portanto, Auditores, é hora de recobrar as forças, unir ideias e, mais uma vez, somar resultados. A Campanha Salarial sequer está no meio e a dedicação de todos é uma arma poderosa neste momento.

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