Delarue participa de Assembleia local em Santos

O presidente do Sindifisco Nacional, Pedro Delarue, fez uma avaliação do movimento reivindicatório da Classe na manhã de terça-feira (11⁄9), na Alfândega do Porto de Santos (SP), durante Assembleia local da categoria. 

Passado o período de rejeição da proposta salarial do Governo durante a Campanha Salarial, Delarue conclamou a Classe a pensar em um novo momento. Na oportunidade ele elogiou a atuação da Aduana nas ações de paralisação e convocou a zona secundária a dar sua forte contribuição nessa segunda etapa.

“A Aduana está fazendo um excelente trabalho e nos orgulha ao longo de todos os movimentos, mas neste novo momento, o fundamental é que não sejam atingidas as metas de fiscalização em setembro, porque é isso que o Governo teme. Só deve acontecer uma chance de nova conversa negocial se os gerenciais não se realizarem. Devemos deixar claro que a Receita não volta ao normal enquanto eles não negociarem conosco”, enfatizou o presidente do Sindifisco.

A possibilidade de uma negociação nesse ano também foi aventada por Delarue. Em relação a isso, ele sugeriu uma discussão mais amadurecida entre a categoria de modo a elencar novas propostas de remuneração compatíveis com o subsídio e extensíveis aos aposentados. “Teremos de buscar alternativas que justifiquem ao Governo que devemos ter uma diferenciação, pois somos fundamentais à arrecadação de que ele tanto precisa”.

O sindicalista fez ainda um histórico das negociações dos servidores, classificada por ele como ‘um dos maiores movimentos da história moderna do país’, e também em relação às últimas tratativas ocorridas com o Governo antes do encaminhamento da proposta dos projetos de lei de reajuste salarial ao Congresso Nacional.

“A grande culpa não foi nossa e, sim, do Governo que teve um ano e meio para amadurecer a discussão, mas encaminhou sua contraproposta sem que houvesse tempo hábil para avaliação da categoria. Por isso, diante da absoluta falta de tempo para discutir a oferta do Governo, julgo que o encaminhamento pela rejeição foi correto”, disse.

Coesão – Ao longo do debate, que contou com a presença de representantes de outras delegacias sindicais do Estado, os participantes discutiram novas estratégias reivindicatórias.

“Estamos num momento estratégico para a Classe. Santos é crucial e sabe da sua importância, por isso, pretende continuar colaborando”, defendeu o presidente da DS (Delegacia Sindical) local, Elias Carneiro.

O presidente da DS/Santo André (SP), Genidalto da Silva Paiva, reforçou o entendimento do presidente do Sindifisco Nacional: “O Governo aposta no nosso fracasso e não podemos deixar isso acontecer. Temos de arrumar estratégias, manter o crédito zero, não entregar os trabalhos. Precisamos nos manter firmes.”

Já o presidente da DS/São Paulo, Rubens Nakano, disse que foram embutidos na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) números expressivos sobre aumento da arrecadação no próximo ano, que segundo ele dependem da RFB para serem concretizados, o que se tornará uma arma na condução da negociação. “O Governo enviou um blefe orçamentário que só pode ser revertido se a Receita ajudar. Se não colaborarmos será muito difícil alcançar as metas almejadas”.

Na zona secundária, o presidente da Delegacia paulista garantiu que a categoria se manterá fortalecida no movimento.

Encontro – Além da Assembleia, Pedro Delarue esteve com o inspetor-substituto da Alfândega do porto de Santos, Auditor-Fiscal Akiyoshi Omizu.

 

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