CNM divulga editorial sobre Campanha Salarial

O CNM (Comando Nacional de Mobilização) reunido em Brasília (DF) vem lançar este editorial, inspirado em discussões desta instância sindical e recentes publicações do Sindifisco Nacional.

Tivemos a triste notícia de que o aumento para 2011 será zero e, para 2012, também zero. Serão dois anos sem reajuste, sem reposição inflacionária. Além do mais, nada nos garante que em 2013 e nos outros anos que virão, haverá um aumento diferente de zero.

Cabe a nós criarmos a indignação contra um governo intransigente que demonstrou claramente a indisposição em negociar e resgatar a dignidade e a valorização dos servidores públicos.

Este governo defende o congelamento salarial para os servidores, como forma de combate aos desdobramentos da crise mundial. E, ao mesmo tempo, concede vultosas desonerações a empresários detentores do grande capital. Tudo isso em um período em que o governo comemora e faz propaganda dos resultados satisfatórios de todos os índices da economia.

E quem foi chamado a “colaborar” com a política “apocalíptica de prudência”?. Todos os servidores públicos federais.

É preciso lembrar que a política de valorização do Estado iniciada no governo anterior não deve ser interrompida, sob pena de grande retrocesso. Mesmo com um cenário econômico externo desfavorável, a crise de 2008 provou que não se deve deixar que “a mão invisível do mercado” dite as regras nas economias nacionais.

Mesmo com os sucessivos recordes de arrecadação, frutos do trabalho desempenhado pelos Auditores-Fiscais, percebe-se, claramente, que o país está vivendo um retrocesso social. Os servidores públicos continuam atuando com eficiência, mas não há valorização.

Um governo recém-eleito por grande aceitação popular tem que saber da força dos servidores. Tem que saber do descontentamento e da indignação que paira sobre todos. Precisamos dar o recado! Ou, então, vamos ter que aguentar atônitos um longo período sem qualquer reposição salarial, o que contraria e desrespeita a própria Constituição Federal.

Caberá, agora, a todos nós, construirmos estratégias e nos organizar com ações inteligentes, participando intensivamente dos comandos de mobilização (local, regional e nacional) e dar suporte ao sindicato para demonstrarmos a este Governo a nossa insatisfação com o tratamento dispensado.

Lutemos!

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