Presidente do CDS faz considerações sobre reajuste

O presidente do CDS (Conselho de Delegados Sindicais), Ayrton Eduardo Bastos, enviou nota às DS (Delegacias Sindicais) sobre o resultado das negociações anunciados na terça-feira (30/8) pelo governo e solicitou à DEN (Diretoria Executiva Nacional) a divulgação nos Informativos do Sindifisco Nacional.

A seguir, a nota:

Colegas Presidentes de Delegacias Sindicais,

Conforme resultado da reunião ocorrida ontem com o secretário de Recursos Humanos do Mistério do Planejamento, Duvanier Paiva, que ofereceu aumento zero para este ano e o ano de 2012 para as categorias componentes desta Mesa de Negociação, vem se confirmando que o Governo atual não é uma continuidade do Governo anterior, no que se refere à política salarial do servidor público, apesar de ter sido eleito, com este discurso, pelo voto de confiança de expressiva parcela deste segmento.

A alegação para justificar esta “proposta” foi a crise que afeta os EUA e Europa com possíveis reflexos para a nossa economia, cuja intensidade não pode ainda ser prevista pelos técnicos do Governo. Alegou também que se está agindo com prudência em relação aos gastos públicos e que a atual gestão tem apenas oito meses de poder, não se podendo afirmar, portanto, que está praticando arrocho salarial com os servidores, tendo, inclusive, crédito com os mesmos neste aspecto.

Entretanto, de fato, este Governo representa uma reeleição da política praticada pelo Governo anterior, e que recebeu ampla aprovação da sociedade, haja vista o resultado das urnas. Não se pode, assim, alegar que é um novo Governo e que está a apenas oito meses no poder, mas sim uma continuidade do anterior, mas com políticas diferentes para aspectos específicos.

Na prática, o que estamos vivenciando é sim uma política de congelamento salarial e uma apropriação indevida da renda do servidor, haja vista que, além de ignorar as reivindicações apresentadas, não foi proposta sequer a reposição inflacionária deste período.

Foi explicitado ao Secretário, pelos representantes do Sindifisco Nacional e das demais entidades presentes à reunião, o total descontentamento com o encaminhamento dado à presente negociação salarial e que, apesar dos resultados satisfatórios de todos os índices da nossa economia, PIB, reservas, arrecadação, etc, apenas os servidores (principalmente os ocupantes das carreiras exclusivas de estado) estão sendo chamados a colaborar com a política de “prudência” do Governo para o enfrentamento da crise.

Foi marcada uma nova reunião para a próxima quinta-feira e, embora seja grande a frustração com o andamento da negociação, nossa pauta contempla uma série de outros itens, os quais não podem ser relegados pelos representantes sindicais, e que passarão a ser discutidos com maior enfase a partir deste momento, sem contudo deixar de continuar forçando uma evolução na questão salarial.

Caberá agora à categoria, organizada e com ações inteligentes, contando inclusive com as orientações dos comandos de mobilização (local, regional e nacional), dar suporte ao sindicato para demonstrarmos ao Governo a nossa insatisfação com o tratamento dispensado.

 

Ayrton Eduardo de Castro Bastos

Presidente da Mesa Diretora do CDS

 

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