Damasceno chama atenção para o dinheiro gasto em artigos de luxo

O caderno de Opinião do Correio Braziliense publicou, em sua edição de segunda-feira (27/11), artigo do presidente do Sindifisco Nacional, Claudio Damasceno, cuja a argumentação partiu do depoimento do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, ao juiz Marcelo Bretas, que julga os processos da Lava-Jato. Em sua confissão, Cabral detalha a prática de lavar dinheiro transformando-o em jóias, relógios caros e obras de arte.

Damasceno destaca que a Receita Federal já está estruturada para jogar um olhar mais apurado aos que fazem transações em joalherias e leilões a partir de R$ 30 mil em cash. Ressaltou também que o órgão publicou IN (Instrução Normativa), no dia 20 de novembro, com objetivo de coibir a circulação de malas de dinheiro de propina e evitar que sejam guardadas em apartamentos ou se convertam em brincos, anéis, colares, esculturas ou quadros.

O artigo esclarece que o problema não é brasileiro, apresentamdo também os custos da evasão fiscal nos Estados Unidos, na ordem de US$ 700 bilhões/ano.

Damasceno chama atenção para a necessária união contra o dinheiro sujo, enfatizando que o sistema econômico nacional tem solidez e dispõe de tecnologia para restringir que tijolos de dinheiro circulem como tem sido notícia nos meios de comunicação. “Passou da hora de se formar uma corrente ética, com participação de agentes de Estado, – como Auditores Fiscais da RFB -, para construção em definitivo de um ambiente social saudável”, diz trecho do texto.

Leia aqui a íntegra do artigo.

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