Acusado pelo assassinato de Auditor-Fiscal volta a ser preso

O Auditor-Fiscal Adriano Willian de Oliveira foi morto aos 52 anos

O dentista acusado pelo assassinato do Auditor-Fiscal Adriano Willian de Oliveira, em março de 2022, em Franca (SP), voltou a ser preso. Samir Moussa havia sido preso logo após o crime e solto sete meses depois, a pedido da defesa. 

A soltura causou indignação entre familiares e Auditores-Fiscais e vinha sendo questionada pelo Ministério Público e pelo advogado contratado pelo Sindifisco Nacional para reforçar a acusação, Clóvis Volpe. 

Na última quarta-feira (22), o Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu os recursos da acusação. Na decisão, o desembargador Alex Zilenovski explica que “além da gravidade concreta da conduta, a justificar a imposição da constrição excepcional para garantia da ordem pública, há igualmente a necessidade de garantir a instrução processual durante o julgamento em plenário e a aplicação da lei penal, considerando indícios de que, no curso da persecução probatória, o recorrido estaria obstaculizando a instrução”. 

A prisão do acusado, além de reforçar a sensação de segurança e garantir que testemunhas não sejam intimidadas, gera a expectativa de que seja marcado o Júri Popular que vai julgar definitivamente o caso. A Diretoria de Assuntos Jurídicos seguirá acompanhando de perto o desenrolar do processo. Embora a motivação do crime não seja relacionada ao cargo, a Direção Nacional entende que o papel do sindicato é defender os interesses dos Auditores-Fiscais.  

O Crime 

Adriano Willian de Oliveira, que tinha 52 anos, foi morto a tiros dentro da sua caminhonete ao sair de um bar. A investigação policial apontou que o dentista já o aguardava no local, indicando a premeditação. O motivo do crime seria o machismo de Moussa, que desejava reatar um relacionamento com a ex-mulher, que, à época, namorava com o Auditor-Fiscal. Adriano já havia inclusive registrado um boletim de ocorrência por perseguição contra o acusado. 

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