A mordida do Leão foi tema dos principais jornais do país na sexta-feira (12/01). Os veículos deram ampla cobertura ao estudo o Sindifisco Nacional, divulgado na quinta (11), que esclarece a sociedade sobre a defasagem em 88,40% acumulada desde 1996 na tabela do IRPF (Imposto de Renda de Pessoa Física).

Na reportagem apresentada na manhã da sexta-feira (12/01) pelo Bom Dia Brasil, a conta dos prejuízos do “limite de isenção congelado” foi feita na ponta do lápis, com base no estudo. A dedução de R$ 3.561,50 prevista para despesas com educação deveria ser em torno de R$ 6.709,90. O mesmo se repete com relação ao desconto por dependente. O problema retrata “um aumento de carga tributária indireto, disfarçado”, relata o repórter Alberto Gaspar.

Sem a correção, “os contribuintes estão pagando cada vez mais imposto e o governo, embolsando além do que deveria e achatando a renda da população”, destaca a matéria publicada no mesmo dia pelo Correio Braziliense. Apoiado no estudo do Sindifisco, o jornal cita que, caso fosse atualizada, a tabela livraria do pagamento do imposto os trabalhadores com ganhos mensais de até R$ 3.556,56 – o limite de isenção atual é fixado em R$ 1.903,98.

“Sabemos que o Brasil vive um momento de dificuldade orçamentária. Não dá para entender como, nesse contexto, o governo concede isenções a diversos setores, em vez de corrigir a tabela do IR”, declarou o presidente do Sindifisco Nacional, o Auditor Fiscal Claudio Damasceno, ao Correio.

Em entrevista à rádio CBN (confira abaixo), Damasceno explicou que “esse é um imposto inflacionário. Imposto que o governo jamais deveria contar, e que acaba sobrecarregando a população que tem os salários mais baixos, já que muitos deles não deveriam nem sequer estar na base de cobrança do IRPF”. Os valores pagos de modo indevido, segundo Damasceno, poderiam ser utilizados para custear as necessidades básicas de consumo das famílias, “fazendo a roda da economia girar”.

Ainda na quinta (11), a RFB (Receita Federal do Brasil) havia anunciado que em 2018 a tabela não também não seria reajustada. A última atualização, acompanhando os índices da inflação, foi realizada em 2015, mas em percentual incapaz de corrigir a injustiça aplicada no bolso dos trabalhadores.

Confira abaixo algumas das reportagens veiculadas sobre o tema e a entrevista à CBN.

Correio Braziliense (Blog do Servidor)

IstoÉ

O Tempo (com Agência Brasil) e Editorial do O Tempo

Portal R7

Jornal de Brasília

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