O presidente do Sindifisco Nacional, Claudio Damasceno, concedeu entrevista ao programa Bom Dia Brasil da Rede Globo (veja aqui), que foi ao ar nesta quarta-feira (9/8), na qual expôs a opinião do Sindicato sobre a possibilidade de o Governo criar alíquota, que pode chegar até 35%, sobre o IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) a ser paga pelos contribuintes que têm renda mensal superior a R$ 20 mil. A notícia caiu como uma bomba no noticiário econômico desta semana e, mais uma vez, demonstra o desespero da equipe econômica para equilibrar as contas públicas adotando medidas que fazem com que a sociedade pague mais impostos.

Se a pretensão do Governo prosperar, a medida poderá garantir, em média, R$ 4 bilhões aos cofres públicos, recursos que virão do bolso do trabalhador. Damasceno falou sobre o quanto a adoção de tal medida é injusta e sobre outras possibilidades de busca de recursos, citando como exemplo a sepultada MP (Medida Provisória) 783/17 do Super-Refis e a MP 739/17, do Funrural, que concede benesses aos empresários do campo.

Defasagem da tabela de IR – Cláudio Damasceno enfatizou, também, que o assalariado já vem pagando impostos indevidos em decorrência da não correção da tabela de Imposto de Renda, cuja defasagem registrada até o fim de 2016 é de 83%. A tabela deveria ser corrigida de acordo com a inflação, mas essa ação deixou de ser efetivada em 1996.

“Essa é mais uma tentativa de um Governo que anda desesperado para resolver o problema das contas públicas, só que, na tentativa de jogar mais uma vez a responsabilidade no colo do assalariado”, enfatizou Damasceno.

Nota à imprensa - Ainda na terça-feira (8/8), quando foi divulgada a notícia de que o Governo estuda a possiblidade de criação da nova alíquota, a DEN (Direção Executiva Nacional) divulgou Nota à Imprensa através da qual deixa claro que existem “formas mais eficientes de se fazer caixa sem colocar a conta na mesa do assalariado”. 

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