Na Mídia

Petista prega controle de gastos sem ajuste

Candidata reitera que País não precisa de ajuste fiscal e diz que prioridade é fazer reforma tributária
Mais uma vez enfática ao se recusar a implementar um ajuste fiscal caso seja eleita, a candidata do PT à Presidência,Dilma Rousseff, afirmou ontem que uma gestão eficiente sistematicamente busca o controle do gasto.

Eu n√£o vou fazer ajuste fiscal em hip√≥tese alguma porque o Brasil n√£o precisa mais de ajuste , afirmou. Por√©m, emendou, o governo que n√£o controlar o gasto p√ļblico √© um governo que n√£o merece esse nome, porque o dinheiro p√ļblico √© escasso.

A candidata reiterou que as prioridades em seu eventual governo serão as reformas tributária e política e afirmou que o atual cenário permite uma redução de impostos sem que isso provoque impacto negativo na arrecadação federal.

Dilma Rousseff disse que ajuste fiscal consiste no regime de caixa e em corte absolutamente linear de gastos , o que ela, se vitoriosa, n√£o pretende fazer.

Institui retransformar o ajuste fiscal em virtude é de uma cegueira absurda num país como o Brasil , vociferou a candidata.

Dilma foi ir√īnica ao comentar o ajuste implementado na gest√£o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Foi no processo de ajuste fiscal que a d√≠vida no governo FHC saiu de R$ 30 bilh√Ķes e foi para R$ 60 bilh√Ķes.

√Č o milagre da gest√£o econ√īmica, muito competente , reagiu, em tom sarc√°stico.

Segundo Dilma, essa lógica foi abandonada no governo Lula: Acabamos com o vício da gestão de caixa.

Passamos a planejar e a investir. A hora que tem que gastar, tem que gastar.

Caso o patamar do crescimento econ√īmico fique em 7%, Dilma Rousseff afirma que √© poss√≠vel reduzir impostoe aumentar arrecada√ß√£o . Farei a reforma tribut√°ria e procurarei fazer a reforma pol√≠tica , enfatizou.

O Brasil precisa de uma reforma tributária. Acredito nisso com convicção. Dilma repetiu que é a favor da simplificação tributária (unificação do ICMS), da desoneração em folha de pagamento com compensação do Tesouro e desoneração de investimentos.

Se não reduzir a tributação, não aumenta a produtividade.

√Č poss√≠vel ter ganho retirando imposto , disse.

Previdência. A ex-ministra não considera que a questão previdenciária deva ser tratada como prioridade caso venha a suceder o presidente Lula. Tem que ter cuidado com a reforma previdenciária, porque a experiência mostra que em todos os lugares em que foi feita o déficit aumentou, e não diminuiu , justificou.

Dilma j√° havia descartado a reforma previdenci√°ria antes, mas tinha admitido possibilidade de fazer ajustes pontuais no setor.

Ontem, a candidata afirmou que estar√° sempre atenta a todos os setores que precisem de ajustes . /MALUDELGADO

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